Contexto da Educação em Angola
- Muitas crianças abandonam a escola devido à fome e falta de recursos básicos.
- Professores enfrentam turmas com até 60 alunos, sem material escolar adequado.
- A escola primária da Chavola atende 480 alunos em apenas duas salas, sem biblioteca, laboratório, refeitório ou campo de jogos.
Condições de Vida e Despejos Forçados
- Em 2010, cerca de 25.000 pessoas foram despejadas coercitivamente para a mata da Chavola, sem reassentamento adequado.
- Famílias vivem em habitações precárias, sem água potável, energia elétrica ou segurança.
- O realojamento trouxe aumento da insegurança e delinquência na comunidade.
Saúde Pública e Epidemias
- Angola enfrenta epidemias de febre amarela e malária, com mais de 14.000 mortes em um ano.
- Falta de medicamentos e infraestrutura nos hospitais públicos agrava a situação.
- Campanhas de vacinação começaram tardiamente e dependem de apoio internacional.
Desigualdades Econômicas e Sociais
- Apesar do crescimento econômico baseado no petróleo, 80% da população vive na pobreza.
- A inflação e escassez de produtos básicos elevam o custo de vida.
- Grande parte da população urbana reside em bairros de lata sem acesso a serviços essenciais.
Corrupção e Governo
- Alta concentração de poder e riqueza na família presidencial e aliados.
- Investigações jornalísticas revelam denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito.
- A liberdade de expressão e oposição política são restringidas, com ameaças a jornalistas e ativistas.
Vozes de Resistência e Esperança
- Movimentos culturais como o rap denunciam desigualdades e opressão.
- Líderes comunitários e jornalistas continuam a lutar por transparência e direitos civis.
- Cresce o desejo de mudança política e melhoria das condições de vida para a população.
Este panorama evidencia que, após anos de independência e paz, Angola ainda enfrenta enormes desafios estruturais em educação, saúde, habitação e governança, requerendo atenção urgente para garantir o desenvolvimento sustentável e justiça social. Para entender melhor a importância da educação na promoção da equidade e justiça social, consulte Understanding Social Justice: The Role of Education in Promoting Equity. Além disso, para aprofundar o impacto das crises socioeconômicas e governança em contextos africanos, veja o estudo sobre Developmental State Experiment in Africa: Ghana and South Africa Insights. Por fim, dada a relevância das condições de saúde descritas, o resumo Comprehensive Guide to Acute Diarrheal Disorders in Children pode oferecer uma perspectiva complementar sobre saúde pública em contextos vulneráveis.
Boa tarde, meninos. Boa tarde senhor e pensou. Como passou o senhor e pensou?
Bem, obrigado. E os meninos? Nós passamos. Obrigada senhor e eu sou
a pior razão da da comunidade dele, as crianças abandonarem a escola é por causa mesmo da fome. Ele diz que não tem
nada de comer. Daí que eles não chegam na escola, ficam no meio a brincar e outro desviam para ir nos mercados
informais para ver se vão fazendo aquelas ajudas para conseguir alguma coisa para sustento.
O professor tem uma obrigação muito grande. A nação, uma nação tá nas mãos do professor. Está, meninos?
Sim. trabalhar. Anda tem tema, tem trabalhar.
Anda tem camina vamos trabalhar. tem tem
caminar. Vamos trabalhar. A escola primária, onde o professor Francisco Chacola dá aulas, não tem água
nem casas de banho, não tem refeitório, não tem biblioteca, nem laboratório, nem campo de jogos, não tem nenhum tipo de
material escolar. Os próximos enfermeiros, tudo isto são vocês, vai ser aqui na nossa sala.
A escola primária da Chavola são duas pequenas salas de aula para 480 alunos. É uma escola regular. para os padrões
angolanos. 20. Muitas das crianças estudam por baixo de árvore e ainda criança mesmo que estuda
por baixo do sol. Sim. Se eu aqui só tenho, por exemplo, dois
lápis com mais dois lápis, quantos lápis terei? Quatro. Continuação.
Se olhar para a minha turma, tenho mais de 60 alunos. E isto muit das vezes é muito difícil porque vejamos, nós não
podemos só pensar que só temos que transmitir o próprio conhecimento, mas também tínhamos que andar de carteira a
carteira para ver como é que as as habilidades que cada criança tem. O que é que adianta a gente avançar com
a aula porque estamos a seguir o programa e o menino ainda não aprendeu nada? Está correto?
Não. E no final do ano o professor tá-se a acabar já. Olha consegui acabar com o
programa quando vão perguntar meu aluno, meu aluno não sabe absolutamente nada. Isso está correto? Não.
Vamos andar devagarinho. Ya, meninos. Sim. A escola primária da Chavola fica no
município de Lubango, província da mais populosa de Angola, depois da capital Luanda e a que regista dos índices mais
elevados de analfabetismo. No país, 22% das crianças e jovens nunca foram à escola e mais de 50% não terminam o
ensino primário, colocando Angola na cauda da África subsariana e atrás de todas as antigas colónias portuguesas.
38 39 Quantos anos tens?
12. Esse ano fazer 13. Tenho 13. E estás em classe.
Terceira classe. Terceira classe. A terceira.
Em Angola. Poucas crianças entram para a escola antes dos 10 anos. Quase 80% das que concluem o ensino primário não
transitam para o secundário. A situação agravou-se com a crise 2015. [Música]
Tive um caso em que o pai diz que eu não tenho condições para comprar mais um caderno novo. Os cadernos agora tão
caro. Tive que falar com uma das colegas do de de da da da menina e aqui tivesse um
caderno a mais que a emprestasse e eu depois deveria mais ou menos eh reembolsar. Sempre que vocês verem
alguma uma irregularidade no quadro, vocês corrugem ao professor e o professor não vai ficar chateado, ao
contrário, vai ficar alegre, porque o professor não é um sábio que não pode errar, não é?
Sim. Ok. Muito obrigado pela correção. A maioria dos alunos do professor
Francisco Chacola faz uma refeição por dia nos dias bons. Uma refeição corresponde a um prato de arroz ou
mandioca. Os pais não têm dinheiro para comprar cadernos ou lápis e da escola não recebem sequer os manuais escolares
que, de acordo com a lei, são de distribuição gratuita. Vejamos que esse esses manuais são
grátis, mas eles não aparecem com facilidade nas escolas. Aparece mais com facilidade no mercado paralelo, não é?
Nos mercados informais. É a onde os livros vão e para serem negociados. Agora vejamos. Eu sou professor, vou
chegar a um aluno dizer que vai comprar um manual que de antemão eles também já sabem ler, os encargados de educação
sabe ler. E tá escrito distribuição gratuita, proibida a venda. Que tipo de mensagem que eu estou a lançar ao aluno?
Tudo é difícil para esses meninos. E o maior problema da dificuldade deles é o quê? Porque todos vieram realados para
cá. As famílias que já eram pobre agora acabaram por ser miserável. O realjamento de que fala Francisco
Chacola foi um despejo coerivo que deixou sem teto 3000 famílias. Há 6 anos, a pretexto da reabertura da
linha férrea, as autoridades angolanas destruíram as habitações precárias de 25.000 pessoas.
Ao contrário do que tinha prometido, o governo não construiu uma única casa de realmento.
A 11 de março de 2010, homens, mulheres, bebés, crianças e idosos foram transportados em camiões e atirados para
a mata da chavola em plena época das chuvas. Era uma mata quando fomos cá realado,
então tivemos cá que desfazer anda desmatar. Pode desmatar. Então, pronto, tivemos que colocar aqui a nossa
batechapa ou a nossa casa de chapa. Todos nossos aos estragaram com chuva. Nós não aproveitamos absolutamente nada.
A nossa vida toda tá a iniciar do zero. O governo não deu absolutamente nada. Aquilo é o seguinte, nos realojar aqui
como animais selvagem, Deus que os cuide. Bye bye. [Música]
Durante semanas, Francisco, a mulher grávida de se meses e os dois filhos bebés dormiram ao relento, desprotegidos
do frio, dos perigos da mata e das chuvas de março. Aos poucos, o professor primário foi
erguendo a casa de chapa onde vivem. Esse tipo de terra é de muitas víboras, de muitas serpentes. Por exemplo, aqui
em casa, nós estamos mensalmente a matar uma, duas cobras. Esse meu filhinho pequeno, ele
praticamente cozou aqui, encontrou a cobra, estava mais ou menos ali assim ali atrás da porta e pronto, estava a
dizer bicho, bicho, bicho. Tá o irmão mais velho viu e quanto que chamou quando ele gritou ai não sei o que que é
não estava chamou a neste caso a mãe estamos a sofrer aqui não temos água, não temos a luz
[Música] a água que nós consumimos estamos a tirar dos rios e aquilo tá cheio de
micróbios nem sempre as pessoas fervem e se fervem é da melhor maneira há muitas doenças que aqui surgem é por causa da
dessas situações todas que estamos Em Angola, mais de 80% das casas não têm água canalizada.
Quase 60% não tem acesso a fontes de água potável. Na Chavola o rio fica a mais de 5 km.
As estradas são um desafio. Afastados da cidade do Lubango, onde trabalhavam, muitos moradores da chavola
perderam o meio de subsistência. À época das demolições, a Human Rights Watch denunciou uma situação de
emergência humanitária. Uma equipa da Organização de Direitos Humanos e vários jornalistas estiveram
no local, mas dizem ter sido ameaçados pela polícia e impedidos de chegar à fala com as vítimas dos despejos.
Em nosso país, o governo não gosta de coiso, de aceitar em críticas, não aceita negociar, só quer que as pessoas,
por exemplo, eu estou a ver que, como posso dizer, eu estou a ver a dor, estou a assistir a dor, estou a passar mal,
mas tenho que quando alguém tá a me perguntar tenho que dizer: "Não, está tudo muito bem". E quando depois a
comunidade internacional critica o nosso governo ou então outras forças da também da nação criticam o nosso governo, diz
que não, não podem nos passar certificado de menor idade, mas eu acho que tinha que admitir o certificado de
menor idade porque maltrata ao povo. Lá tinha energia, lá não houve muita bandidagem, lá
tínhamos água. Gostavas de viver lá? Sim.
E aqui tiveste medo quando chegaste aqui? Sim.
A polinário tinha do anos quando foi atirado para a mata. Não entra mesa. Aqui não tem polícia. E eu baixa ver que
não tem energia, não tem nada, não tem energia, não tem polícia. Claro que é uma é e fica um quartel general de
delinquentes. Eles vêm, nos ameaçam que se nós não dá dinheiro, v bater. Há quem vem com faca,
há quem vem com chave de fenda, há quem vem com pistola para roubar dinheiro.
Sim. Isso dentro da escola também. Sim, tenho medo. As crianças vão na escola e
eu fico preocupado já que casa tr desses bandidos fico a controlar no caminho se o meu filho tá vir que foi na escola.
A origem desses ladrões é o como desses gatos. É por causa de quê? Porque aqui a saída é só uma. As meninas
vão para a prostituição e os rapaz põem-se na delinquência porque não tem como. Vão fazer o quê? Você imagina nós
nos meter aqui isso aqui era mata com a família que Exato. Então nesse momento agora eles
transformaram-se em delinquentes. Em delinquentes, porque não há acompanhamento do governo.
Quando as autoridades angolanas lhe derrubaram a casa, Isadelfina ainda sonhava ser secretária. Tinha 12 anos e
uma família, mãe, avó e dois irmãos. Mas nos dias que se seguiram ao despejo coerivo, a tensão disparou e a mãe de
Isa sofreu um AVC. No meio do mato, a ambulância foi o carro de mão de um vizinho.
Meteu a minha mãe nas costas, levamos ela até a casa dele e dali pegamos o carro de mão, metemos ela aí no carro de
mão já sem sem ajuda médica. E dali passamos, fomos ao hospital. no hospital já não foi mais
a tempo para lhe socorrerem lá por volta das 18 do sábado do domingo acabou por fal séri
aí dali o sofrimento era mesmo demais aqui sem ninguém como fazer água também era difícil assim
foi umaadeira enorme com a ajuda da igreja Isa e os irmãos construíram um anexo,
mas ela, a mais velha dos três, teve de deixar de estudar. Vende bolinhas fritas na mata.
Gostaria de estudar e terminar com meus estudos. É um sonho. OK. Pronto,
gostaria de realizar. No antigo bairro dos moradores da Chavola continuam a viver milhares de
pessoas. A segurança foi um dos pretextos para os despejos.
Ele disseram que estamos a ser realjados por causa do o perigo que o comboio impõe.
Para além da casa, Francisco viu reduzidas a pó, uma pequena lanchonete e uma barbeiria para as quais tinha pedido
um crédito que continua a pagar mensalmente ao banco. Antes de 2010, houve aqui eh efetivos da Casa Militar
do Presidente da República a enumerarem as nossas casas e dizia que não se preocupem, que vocês vão encontrar as
mesmas condições nas zonas de realamento, que neste caso a zona de realamento foi na Chavola. Tavola, isso
traduzindo em português significa podre, parece que já foi mal abençoado já praticamente a partir dali.
Por esses dias, Francisco resumiu o desalento numa legenda de fotografia. Em 2010, enquanto os desalojados da
linha férrea rearguiam as suas casas com as próprias mãos, o então governador da província da, o homem responsável pelas
demolições, mandava construir este condomínio orçamentado em milhões de dólares. 6 anos depois, mais de 90%
destas casas de convista para as habitações precárias da Chavola continuam desocupadas.
Das 30 moradias que o então governador da Wila mandou construir, apenas duas estão habitadas. foram compradas por
altos funcionários do estado. Não é por isso que nós tivemos a tivemos beneficiamos da independência 1975, nem
tampouco a paz em 2002 para estar a nos fazer e e desfazer. Não pode-se aceitar em tempo de paz o governo nos fazer
isso. Pela denúncia das violações dos direitos fundamentais das vítimas de despeijo,
Francisco Chacola e outros dois membros da comunidade foram acusados de injúria e difamação pelo governo angolano e vão
ser julgados. Se vocês um dia escutarem que nós fomos mortos, raptado ou então preso, não é
outra coisa. É porque estamos a reivindicar os nossos direitos cá que estão consagrados na Constituição. E
praticamente é isto que estão agora a sermos perseguidos. Eu tou a sentir a dor na pele, eu não vou me calar.
Prefiro morrer, prefiro ir na cadeia, outra situação, mas me calar nunca. Muito positiva e no sentido sobretudo de
pensarmos que para viver no bairro de lata da catumbela é preciso fô até ao topo do
Musseque são 20 minutos em passo apressado. Sej ver Angola, como é que eu diria?
Como é que eu diria? Vocês ouvem Angola é uma desgraça. Tenho um filho. Afirmo que o meu amigo
também tem um ele, mas ele não. E então tens dois filhos? Tenho dois.
Eu tenho dois. Sim. Ya, eu já terminei o ensino médio em 2011.
Eh, até agora também continuo desempregado. Há muitos fatores que contribuem para o
para o jovem fazer filho mais cedo. Um dos fatores é o quê? É o desemprego que a gente tá a dizer agora.
Se o jovem não tiver uma passada, é lógico que vai sever, é lógico que vai que vai se desencaminhar.
Três. Joga lá lá. Quatro certo. Sobe oito.
Hum. Sobe oito. Temos uma educação fraca. Acho que o
governo poderia investir mais na educação. Faz muito pouco.
Faz muito pouco. É fundamental para para o desenvolvimento de um país. Um corpo sem coração
não existe. É tipo a educação. O imponente bairro de lata da catumbela fica no Lubito a poucos quilómetros da
cidade de Benguela, capital da província que lhe dá nome. [Música]
Nos anos 60, Benguela era uma joia. Quando eu fui a Bengela, eu não quis regressar.
Ao ver praia morena. [Música] Com o pé no Atlântico e extensos areais
onde o turismo não chega, Benguela vive de nostalgia. Na marginal, a herança portuguesa morre de pé.
Os únicos edifícios recuperados pertencem à banca ou ao estado. Não resta um cinema, um teatro, um parque de
diversões. Eu pelo menos, por ser sincero, nunca nunca fui a um cinema, a não ser aqueles
clubes antigos assim, a gente assistia, já acho que já havia antigamente já havia havia cinema,
mas agora já não se faz. Chamava-se Glumo. Ah, sim. Cham chamamos de
uma das coisas que me mete mais estressado é ver o meu povo a sofrer. Eu ver meu povo a sofrer. Todos todos
santos dias eu vejo meu povo a lamentar. Porquê? Por que é que estamos a sofrer?
Se nós temos tanta riqueza. Alimentada pelo petróleo, na última década, a Angola registou um dos maiores
crescimentos económicos do mundo, mas manteve-se líder nos índices de mortalidade infantil.
É um dos países mais desiguais na distribuição de rendimentos, dizem as Nações Unidas.
Angola tem 25 milhões de habitantes. 20 milhões vivem em situação de pobreza. Mas o país tem um dos maiores consumos
de champanhe per cápita. Vendem-se 240.000 garrafas por ano, quase todas em Luanda.
Se Luanda é a montra do milagre económico angolano, a Baahia da Capital é o melhor exemplo do espetáculo da
reconstrução. A primeira fase de intervenção custou mais de 200 milhões de dólares. As palmeiras, mais de 3000,
foram quase todas importadas de Miami. O mais importante é a vida. Aqui todos nós pagaramos nossos pecados.
Entendeste? Nos últimos anos, Edmilson viu plantar palmeiras e arranhacéus. Vive há 16 anos
nas ruas de uma das cidades mais caras do mundo. Vivo na rua, como na rua, faço tudo na
rua. Tinha sonh futebolista. Queria ser o Cristiano Ronaldo do Real Madrid, queria
ser o Messi, quer ser tudo, mas apenas transformi num deficiente. [Aplausos]
Nas ruas do centro, onde Edmilson passa dias e noites, o lixo intoxica os passeios, mas há casas alugadas por mais
de 5.000 € mensais. Um apartamento num prédio degradado como este pode custar 1000 € por mês.
Quase 80% da população urbana de Angola vive em bairros de lata. Nascer no MSEC é crescer sem nada para
fazer. Aqui foi a casa onde eu cresci e tal, a casa da minha mãe.
Espaço aqui. MCK é um dos nomes mais populares do rap angolano. Em setembro do ano passado
atuou pela primeira vez em Portugal em nome próprio. [Música]
É uma vedeta no MEC do Margoso onde nasceu e uma estrela no país que quer ajudar a mudar. da MCK,
MCK. E grande sou teu fã, você sabe, meu
Estamos juntos no beboso. Só também. Só também brilha. Sim, senhor.
Vai continuar brilhando. Vai brilhar viramos o bairro durante 20 minutos ou
meia hora. Não viu nenhuma escola, não viu nenhum centro de saúde, não viu nenhum hospital, não viu nenhuma creche,
não viu nada que ia contribuir efetivamente por para o inverter do quadro atual.
Ficar bonito. Não temos uma educação a nível de
planeamento familiar. Pobres fazem muitos filhos, continuar a fazer muitos filhos, o que aumenta muito mais a
pobreza. Estou vivo até agora. Acho que é Deus. Só eu tô formado. Eu acho que é Deus. Seis álbums do mercado. Eu acho
que é Deus. Eu tenho povo do meu lado. Eu acho que Deus. Só tô vivo até agora. Acho que é Deus. Só tô formado. Acho que
é Deus. O presidente da República tá no poder há mais de 36 anos e, entretanto, vai
usando o poder a seu belo favor, né? Assistimos agora recentemente a nomeação da da filha do presidente pelo pai como
PC da maior empresa pública de Angola. Anteriormente vimos a nomeação do do seu outro filho como presidente do Fundo
Monetário. Os outros dois irmãos foi atribuído à gestão da televisão pública de Angola do canal 2.
Essa é a vida que eu levo aqui onde eu cresço todos os dias. Fome na barriga. Isto eu não ligo. Estou com a família
toda. Você sabe disso. Todos dias a trabalhar nessa cena de onde eu vivo. Ya.
Ferramentas de sobrevivência no Mussec. O rap e o hip hop são também poderosas caixas de ressonância do
descontentamento que alastra pelo país. É música proibida nas rádios e na televisão do estado. Palavras que podem
custar a vida. Quando eu lancei o primeiro disco, houve a morte pela guarda presidencial da
República do jovem Arsênio Sebastião Xóoc. Foi morto pela guarda presidencial. O meu segundo disco via
porque estava a cantar uma música, porque estava a cantar uma música minha, técnicas, causas e consequências. Com
segundo disco foi impedido de vender, né? Tinha tudo, todas as condições criadas e etc. No dia não permitiram que
se vendesse. Com terceiro disco, acabei de vender, encontrei a minha porta em casa arrombada. O ano passado e ano
passado tive vários concertos proibidos. Este é o país do pai banana. Não, este é o país do pai banana.
Este é o país do pai banana. Eu cresci aqui a mim ninguém me Quando tu levas muitas pancadas tem duas
coisas. Ou te acostumas ou desistes. Eu acho que nós estamos na primeira opção. Estamos acostumados com isso e vivemos
em plena consciência. Estamos a fazer um exercício cívico com respaldo legal. E o nosso sonho é ver Angola, um sítio bom
de se viver, é criar esperança. Dentro dos hospitais públicos angolanos, a esperança é um bem escasso. Faltam
médicos, enfermeiros, camas, material hospitalar, medicamentos. A única coisa que há sempre a mais são doentes.
A maioria são crianças vítimas de febre amarela e paludismo. As duas epidemias duram há um ano e já mataram mais de
14.000 pessoas no país. Impedidas de acompanhar os familiares, milhares de pessoas instalam-se, como
podem à porta dos hospitais angolanos e aqui ficam durante semanas. Em Angola não há transportes públicos e
as famílias não têm como pagar as despendiosas deslocações diárias entre a casa e o hospital.
Eu já to semana passada numa sexta-feira. Meu primeiro filho que tá doido.
O que é que ele tem? Feb e não a deixam estar lá dentro. Dorma aqui. A cama mesmo é esse papel.
Ela tem essas febres mesmo que tá aqui. Falta de sangue. Febre amarela. Amarela amarela. Sim.
Aquela s a ass já levou três balão de sangue, uma nené de 2 anos, 7 meses. O famíl é obrigado a sair de de dentro
para fora para vir procurar seringa, comprensa, espátula, essa coisa toda.
Há momento mandam procurar também ampolas para baixar febre.
Vendidos no mercado negro a preços que poucos podem pagar, os medicamentos desapareceram dos hospitais.
É uma realidade, tem falta de medicamento. Neste momento, já cerca de 1 ano e meio alguma coisa, estamos a
pena priorizar situações de urgências que isso é de obrigação do da unidade sanitária. Com os recursos disponíveis
ele tem que dispor isso. Tem que pagar, mãe. A se paga, a injeção se paga. Ele mandam comprar med
mandar com farmácia suficiente tem que ir na rua a procurar farmácias até o voto segurança disse que não entra
mas eu tenho que só brigar com segurança tem que entrar o me tá mor na saúde como no rest o diagnóstico
agrava-se fora de Luanda estamos com uma proporção de médicos muito insuficiente. Estamos um médico
para mais de 15.000 Não sou médico em todas as valências médicos, enfermeiros, técnicos
diagnóstico, técnicos de apoio de serviços hospitalares. O quadro é nacional, não é só do município. O
quadro é nacional. [Música] A malária é a principal causa de morte
em Angola. O país tem anualmente 3 milhões de casos diagnosticados. Os números oficiais apontam para 6000
mortes por ano por malária. Em 2015, desde que o governo deixou de pagar às empresas de recolha de lixo, a
situação agravou-se. [Música] As epidemias de malária e febre amarela
começaram no final do ano e continuam a fazer vítimas todos os dias. Os cemitérios, sobretudo em Luanda, estão
sobrelotados. No país, mais de 90% das habitações não têm saneamento básico.
E quando chove, as ruas transformam-se em rios lamacentos. Se toda a gente tivesse vacinada
antecipadamente, e isto não acontecia. Nós estrangeiros não podemos entrar em Angola sem
estarmos vacinados contra a febre amarela. Portanto, eh, se toda a gente cá tivesse vacinada contra a febre
amarela, isto não iria acontecer. E se agora se arranjou, arranjaram meios para vacinar 8 ou 10 milhões de pessoas, se
calhar se isto tem, se tem se tem trabalhado na prevenção, poderia eventualmente ter sido evitado.
As campanhas de vacinação começaram meses depois das epidemias e estão a ser custeadas pela Organização Mundial de
Saúde. Em 2015, o governo cortou o orçamento da saúde em 30%. No orçamento geral do Estado de 2016, os
gastos com a defesa ultrapassam os 13%, o mesmo que saúde e educação juntas. O país em paz há 14 anos, é o que mais
gasta na África subsariana com despesas militares. Estão a morrer mais pessoas hoje em
Angola do que no tempo da guerra, sobretudo em Luana. Continuamos a mentir, continuamos a
inventar números, continuamos a viver de uma ilusão de que somos um país que se está desenvolvendo, que somos um país
que temos uma elite e que hoje convive com a Kim Kardashian, como aconteceu agora em Canabel dos Santos, o marido e
as Kardashians. Quer dizer, então, toda a nossa vida tem de ser condicionada por esse estatuto social que, em princípio,
ficaria muito bem a atores de cinema, atrizes e não indivíduos que gerem um país.
Em março deste ano, na sua conta do Instagram, Isabel dos Santos pediu aos angolanos doações para combater a
malária. O apelo gerou reações indignadas. A filha do presidente, que é também a
mulher mais rica de África, acabou por doar 28.000 €. As boasvindas para X dos Santos.
Gisé dos Santos, outra das filhas do presidente, apareceu na televisão pública a oferecer luvas, máscaras e
seringas aos hospitais. sentar-se aqui no Quimbito. Na mesma altura, foi noticiado o desvio
de 3,8 milhões de euros cedidos à Angola pelo Fundo Global, o maior financiador mundial de programas de luta contra a
malária. De acordo com o inquérito do fundo global, em causa estarão altos responsáveis do Ministério da Saúde.
A transparência internacional coloca Angola entre os 20 países mais corruptos do mundo.
Nós temos um grave problema aqui que é o dirigente empresário, não é? O político empresário, o ministro empresário. Temos
temos temos uma promiscuidade a esse nível. Portanto, e é óbvio, quando nós em qualquer parte do mundo falamos de
corrupção, não estamos a falar no setor privado. Normalmente a corrupção está associada ao setor público. Nós podíamos
vientas. Por que não? Por não? Durante 11 anos, Alexandra Simião foi vice-ministra da educação no governo de
unidade e reconciliação nacional, que juntou elementos de vários partidos na sequência das primeiras eleições no país
e das longas negociações que culminaram no acordo de Alexandra Simião pertencia ao extinto
partido liberal democrático criado pelos pais em 1983 da guerra mãe Anália da Vitória Pereira
foi a primeira angolana a concorrer à presidência da República em 1992. As circunstâncias que envolvem a morte
do pai Carlos Simeão, nunca foram esclarecidas. Quando nos tornamos demasiado visíveis
aqui, também corremos riscos. Corremos riscos no sentido de sermos ostracizados no emprego, de sermos eh conotados logo
com qualquer coisa que não é agradável, não é? De alguma forma revu, não é? E, portanto, a maior parte das pessoas não
estão em condições de perder, eh, portanto, o pão de todos os dias quando tem uma família para alimentar.
[Música] Afastada dos meios de comunicação do estado, onde chegou a colaborar,
Alexandra Simeão é um caso de sucesso nas redes sociais. A analista tem um website e assina um podcast semanal.
Olá, Alexandre, mais um podcast da sua autoria e hoje o tema vamos falar sobre a paz, 13 anos de paz.
O crescimento que nós tivemos não se repercurtiu em desenvolvimento, portanto, em área nenhuma. Então, há
aqui, de facto, uma falência ao nível das políticas públicas. Portanto, não podemos justificar nem com o passado
histórico, nem com a quantidade de anos que tivemos de guerra, que obviamente tiveram outras
secuelas. [Música] [Música]
Quemos já uma nova governação. Mudança de governação. Mudança.
Não podemos olhar para um pai. Nós estamos cansados com a governação do MP. Estamos cansados.
Precisamos o ajuda. Precisamos ajuda. Está mal. Em 2002 acabou a guerra. De 2002 para
aqui, tudo que está se fazer é só o bem para eles. Para o povo nada. Onde estão os nossos autoestima, os nossos antigos
combatentes que lutaram por nossa independência? O que vamos fazer se o país está assim? Será que eles morreram
por isso para nos ver a sofrer? Meu país psicologicamente vive que é independente. Fisicamente não está
independente, estamos sofrer muito. Acho que o povo angolano já não tem medo. Povo angolano já não tem medo.
Antigamente tinham medo, mas já não tem medo. Porque as pessoas estão cansad ouvir a mesma sempre a mesma coisa.
Não acredito nesse governo. Eu tenho um governo desonesto. Custa passar e e numa estrada onde
deviam passar dois carros, já só tá a passar um porque a outra metade tá ocupada pelo lixo. Portanto, depois vem
aquela revolta que se gasta tanto dinheiro em tantas coisas e que não se faz o essencial.
Margarida Figueiredo e o marido chegaram à Angola há duas décadas. A irmã juntou-se há 6 anos. Tem uma empresa de
comércio e distribuição de produtos para a indústria hoteleira e outra de equipamentos hospitalares. Por causa da
crise económica e cambial provocada pela queda do preço do petróleo, não têm como pagar aos fornecedores em Portugal.
Temos transferências à espera, por exemplo, tenho transferências à espera desde 2014.
Em Angola, o petróleo representa 98% das exportações. O país importa praticamente tudo. Com a
queda do preço do petróleo, a moeda nacional do Quanza desvalorizou quase 50%. A inflação disparou para perto dos
30%. Nas prateleiras cheias de produtos portugueses, os preços escalaram.
1 kg de açúcar passou de 200 quantas para 720. Hoje fui ao supermercado, não havia
leite, não havia arroz, não havia açúcar. Portanto, a escassez dos produtos também
vai fazendo com que com que os preços subam muito. As coisas estão muito muito caras. As contas da água e da luz
subiram a um ritmo alucinante. Nós pagávamos 3.000 e talas de luz e agora pagamos
nove. Só em alimentação, esta família de três pessoas está a gastar 1600 € por mês. 20
vezes mais que o salário mínimo angolano corronda os 80€ vai
do ec dos mais de 200.000 que trabalhavam em Angola. Quase metade
deixou o país no último ano. A exceção dos pratos vegetarianos, quase tudo o que se prepara na cozinha de
Rafael Marques em Degesto. É também aqui que funciona a redação do Macangola, a publicação digital que
assina. Por causa do que escreve, diz o jornalista, sofre ameaças recorrentes. Daqui a bocado o meu filho chega, faço o
almoço para ele e quando acabar de fazer o almoço, estarei a escrever uma história sobre uma mãe que perdeu dois
filhos que foram esmagados eh em demolições eh protagonizadas pela Polícia Nacional
e por causa de um terreno reclamado por uma alta entidade governamental. E depois dessa história vou escrever
sobre o filho de presidente e como o filho do presidente e os seus amigos venderam as fundações
de um edifício ao estado por 115 milhões de dólares. O edifício de que fala Rafael Marques
fica no centro de Luanda. O jornalista denuncia os detalhes de um negócio que envolve Filomeno dos Santos, o filho
varão do presidente. O filho e e a esposa vendem o as fundações ao estado por 115
milhões de dólares e depois têm dinheiro para pagar a construção do edifício e tiram lucros
líquidos da perto de 80 milhões de dólares. É um negócio facíimo. Há um decreto
presidencial a mandatar, a ordenar o Ministério das Finanças a comprar este edifício.
Durante muito tempo, José Filomeno dos Santos foi apontado como o provável sucessor do presidente no poder há 37
anos, mas nos últimos tempos sucederam-se os escândalos à volta do filho varão. Os Panamá Papers revelaram
que o Fundo Soberano de Angola, liderado por Filomeno dos Santos, poderá ter sido criado para lavar 5.000 milhões de
dólares. Os filhos do presidente mandam no país, não são os ministros.
Numa das últimas investigações, o jornalista alega que Isabel dos Santos terá obtido a sua participação na
Galpravés da Sonangol, a petrolífera estatal angolana, num negócio alegadamente pago com fundos públicos.
Rafael Marques garante que legalmente as ações pertencem ao estado angolano. Eu posso provar com documentos porque
tenho eh o memorando de entendimento entre a Sona Angolo e a empresa offshore que ela criou. Isabel do chante não
pagou pelas ações, portanto continuam legalmente a pertencer a Sonangola e o Estado angolano deve reclamar essas
ações. Durante 6 anos, Rafael Marques representou em Angola a organização Open
Society do magnata norte-americano Jorge Soros. A instituição investiu milhões de dólares no país, na área da educação.
Em 1999, o jornalista esteve preso durante se meses por escrever um artigo crítico contra o presidente. Na prisão
começou a fazer ativismo. As relações com a Open Society começaram a degradar-se meses depois. Rafael Marques
associa o afastamento a uma aproximação entre Jorge Soros e o regime angolano. 10 anos depois, o jornalista lançou o
livro Diamantes de Sangue, tortura e corrupção em Angola, editado apenas em Portugal.
Uma investigação de 7 anos sobre extração de amantífera onde vários generais são acusados de tortura e
violação de direitos humanos. Processado pelos generais, o jornalista foi condenado pela justiça angolana, mas
vai recorrer da sentença. E no meio de tanta pressão, ainda assim há
vozes que dizem não e que falam diferente e que morrem por esta diferença.
Alexandre Solomba é presidente do MISA Angola, uma organização de defesa da liberdade de expressão na África
austral. O jornalista defende que o monopólio dos órgãos de comunicação estatais põe em
causa a possibilidade de eleições justas. Aquilo que o governo pensa é o que é
refletido, repercurtido nos órgãos de comunicação social sem que o mínimo haja contraditório. Portanto, não há
contraditório. O governo assenhorou-se os órgãos de comunicação social, já controlava os
públicos. dos privados fez o mesmo das abre o olho, mano. Alexandre Solombe lembra a forma como a
televisão pública de Angola tratou a greve de fome de Loá Tibirão. Em outubro do ano passado, referindo-se pela
primeira vez ao tema, a TPA noticiou que o músico se encontrava debilitado porque estava a ter um comportamento diferente
em relação aos alimentos. Eno, falta de firmeza, amparo permanente, consequência de um
comportamento diferente em relação aos alimentos. Lá Tibirão não comia há 21 dias.
Aliado, a pouca justificação. A tentativa de silenciar os críticos do regime, afirma ao jornalista, estende-se
à imprensa estrangeira. Em 2013, a revista norte-americana Forbes publicou uma reportagem acusando Isabel dos
Santos de ter feito fortuna à custa de corrupção. Poucos meses depois, a filha mais velha
do presidente comprou os direitos de exploração da Forbes para uma edição em língua portuguesa.
Angola vai a votos no verão do próximo ano. José Eduardo dos Santos, que há 37 anos
se sucede a ele próprio, foi considerado pela revista Forbes o segundo pior presidente africano. A seguir a Teodoro
Obyang da Guiné Equatorial. Em Angola, mais de 80% dos cidadãos não têm bilhete de identidade,
mas quase todos têm cartão de eleitor. [Música] que será daqui para frente nessa terra
de milionários feitos à custa dos outros botados pelas alinha do nosso povoamos com a liberdade e hipocriscia
pela visão e democracia lutamos com palavras seja a hora que centenas de jovens se juntam
numa pequena sala de espetáculos da capital para ouvir palavras proibidas, o professor Francisco Chacola guarda a
mota dentro de casa. Na chavola, onde permanecem os 25.000 desalojados da linha férrea, a
delinquência agrava-se ao anoitecer. [Aplausos] [Música]
Na casa sem luz elétrica, o velho rádio a pilhas do professor primário é a única distração dos longos cherões na mata.
Quando se pegou a independência, anunciava-se umente melhor. Anunciava-se que teríamos segurança, teremos saúde,
teremos alimentação, porque se não tivemos até aqui é porque o co não deixou. Agora se coloca é, mas o colono
foi os problemas de colonos herdanos e até hoje ainda não os conseguimos solucionar.
Suí, eu sou um jovem como tu. Quero a vida sorrir viajar. Ver amigos, verola florir, ver um pouco
solo, [Aplausos] tão lindo, tão lindo, tão lindo.
Respirando meu emoções. Um sorriso ango. [Música]
[Aplausos]
A educação em Angola enfrenta problemas como abandono escolar devido à fome e falta de recursos básicos, turmas superlotadas com até 60 alunos, e escolas sem infraestrutura adequada, como a escola da Chavola, que atende 480 alunos em apenas duas salas sem biblioteca ou refeitório. Isso dificulta a aprendizagem e o desenvolvimento integral das crianças.
Os despejos coercitivos, como os de 2010 que deslocaram cerca de 25.000 pessoas para a mata da Chavola sem reassentamento adequado, resultam em habitações precárias sem acesso a água potável, eletricidade ou segurança. Isso aumenta a insegurança e a delinquência na comunidade, agravando as condições sociais e de saúde dessas famílias.
Angola enfrenta epidemias graves como febre amarela e malária, com mais de 14.000 mortes em um ano. A falta de medicamentos e infraestrutura nos hospitais públicos agrava a situação, além de campanhas de vacinação iniciadas tardiamente, que dependem muito de apoio internacional para serem realizadas.
Apesar do crescimento econômico baseado no petróleo, cerca de 80% da população vive na pobreza devido à inflação, escassez de produtos básicos e desigualdades sociais profundas. Grande parte da população urbana mora em bairros informais sem acesso a serviços essenciais, o que dificulta a melhoria das condições de vida.
A concentração de poder e riqueza na família presidencial e seus aliados, aliada a denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito, limita a transparência e a justiça social. Além disso, restrições à liberdade de expressão e ameaças a jornalistas e ativistas dificultam a oposição política e o fortalecimento da democracia.
Movimentos culturais como o rap têm denunciado as desigualdades e opressões, enquanto líderes comunitários e jornalistas continuam lutando por transparência e direitos civis. Esse cenário alimenta o desejo crescente por mudanças políticas e melhorias nas condições de vida da população.
Para entender melhor a importância da educação na promoção da equidade e justiça social, recomenda-se a leitura do estudo "Understanding Social Justice: The Role of Education in Promoting Equity" disponível em https://lunanotes.io/summary/understanding-social-justice-the-role-of-education-in-promoting-equity. Esse material oferece uma base teórica sobre como a educação pode transformar sociedades vulneráveis.
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